segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ao melhor amigo...


...A distância não nos separou? Então acho que serei seu amigo para sempre.

Gabriela Albano Lins

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reflexões úteis

    Não me deixe longe demais, não pelo fato de talvez eu te esquecer pois
não acontecerá, mas sim pra não correr o risco de eu ter que apenas
lembrar, isso dói demais.

Gabriela Albano Lins

sábado, 13 de novembro de 2010

O grande príncipe que não era mais pequeno.

          Era uma vez um príncipe encantado. Era uma vez um príncipe. O príncipe encantado dizia sempre as coisas mais bonitas, quando não eram bonitas, eram as mais engraçadas... O príncipe dizia as mesmas coisas, mas não eram tão bonitas ou engraçadas assim. O príncipe encantado era maduro, o príncipe era uma pessoa qualquer, simples e normal para a sua idade, errava às vezes e queria platéia para suas falas cotidianas, era mais alguém em fase de deselvovimento. O príncipe encantado não precisava sorrir, até quando ignorava a simpatia de uma pessoa qualquer, era bonito. O príncipe era simpático, quando sorria pra alguém ficava tão bonitinho... O príncipe encantado andava, esbarrava, falava, chegava, e saía muito facilmente. O príncipe, olhava de longe, ou não olhava. O príncipe encantado era grande, não era criança, o que as crianças são neste mundo não é? Pequenos seres que desconhecem a vida, elas não sabem de nada, mas o príncipe encantado sabia. O principe não sabia de nada. O príncipe encantado era o perfeito, o príncipe? É, podería até ser. O príncipe encantado era...
          É que o príncipe encantado olhou-se no espelho, e viu um príncipe. E nesse dia, ela só viu o espelho.
          Era uma vez um príncipe encantado. E foi perdendo o encanto, perdendo, perdendo... Até que um dia ele era apenas um príncipe. Um sapo disfarçado talvez...



Gabriela Albano Lins

                                     


terça-feira, 9 de novembro de 2010

A pessoa mais importante

    Mãe... é você a minha base, meu apoio, meu chão, meu céu, meu abrigo, minha festa, minha amizade, meu carinho, minha música, minha sabedoria, minha força, meu jardim, minha visão, meu amanhecer, meu pranto, minha felicidade, meus pés, minha dança, meu caminho, minhas decisões, minha jaganda e meu mar, minha ponte, minha pessoa, minha fã número um, minha saudade, meu cuidado, meu amor... meu ar. Minha vida é sua, e tudo que é meu é seu por natureza, você que abriu mão de seus sonhos pelos meus... minhas conquistas são eterna e inteiramente SUAS. Obrigada mãe.


Gabriela Albano Lins

domingo, 7 de novembro de 2010

Platéia

    É aqui, o lugar onde o espetáculo começa. Assim no escuro, onde sentam-se os ansiosos, os curiosos, os experientes, os amantes da arte, os fãs... Daqui aconchega-se, se espera receber o que realmente deva ser prestigiado e não apenas poder, em hipótese alguma dever, mas simplesmente querer, realmente necessitar aplaudir. Daqui não se espera, mas nascem sorrisos, abraços, lágrimas, recordações, sonhos... É aqui onde tudo começa. E foi aqui o lugar onde eu começei.

Gabriela Albano Lins

domingo, 31 de outubro de 2010

Ele


Ela tinha acabado de deixar as crianças na escola, cansada, encaminha-se ao caixa mais próximo, o carrinho estava cheio. “Ai essas crianças! Só querem saber de comer besteiras no lanche” pensava. Ele olha pra trás. Não sei o que se passava ali dentro, mas de fora, era um homem trêmulo, suava, e se tivesse conseguido falar, teria gaguejado. Ela franziu a testa, surpresa, sorriu:
- Não acredito! É você?
            Era ele. Agora mais corado do que antes. Ela se aproximou mais um pouco.
- Lembra de mim?
            Ele ainda está confuso, o seu corpo decide-se entre chorar ou sorrir. Ele sorri, ofegante, balança a cabeça, levanta as sombrancelhas como se acabasse de ganhar na loteria...
- Ju, ju, er... Julia! – somente agora respira – Não nos vemos desde a formatura!
Os dois se olham fixamente por um tempo, acho que o tempo suficiente para nascer num corpo um sentimento. Porém neste caso o sentimento já vivia há alguns anos, dez anos mais precisamente, cinco de faculdade de nutrição, cinco de distância e saudade ou disfarce, ou ainda como o dono e seu cachorro, o dono pede e o cachorro “finge de morto”. O sentimento em questão sería o cachorro, que sendo não morto, estava crescido.
Eles ainda se olhavam fixamente. Ela sorria agora mais intensamente, e ele respirava... sim ele respirava, agora ainda mais ofegante. Se aproximavam como um imã, não se pensava nada naquele momento, ou se pensava tanta coisa que como acontece com as cores, tudo virou branco. Se aproximavam... se aproximavam... quando...
- Está tudo bem com você? – Ela disse.
- Er... sim, sim. Quer dizer, quase tudo, a vida nunca é perfeita não é mesmo?
- É verdade.
- Mas e você? Conseguiu seguir a carreira de nutricionista?
- Ah, você lembra?
- Eu nunca esqueci.
Ela para por um instante e fica seria. Ele a encara, como sempre quis fazer mas nunca se havia permitido por medo. De que? Não me pergunte. Ela respira, seus olhos estão cheios d’água. Baixa a cabeça, desvia o olhar... ela não consegue mais voltar os olhos para ele. Ele, por sua vez, não consegue mais parar de olhar para ela. Ele deixa uma lágrima cair, enxuga rapidamente. Ela finalmente levanta o olhar.
- Desculpe-me, não sei porquê, estou meio confuso...
- Não, não, eu entendo.
- Deve ser essa vida corrida de atualmente, não temos mais tempo para chorar.
- É, deve ser. É, é isso.
Os dois riem. Ele pensa em pedir-lhe um abraço. Ele pensa novamente. Ele pensa pela terceira vez... Ela o abraça sem pensar.
- Não sei se peço desculpas por estar te dando este abraço ou se...  Não sei porquê estou fazendo isso, é que, é... eu sei sim. É... – Ela achou melhor se calar visto que não havia mais o que dizer, aliás, visto que havia, mas ela não iría dizer.
- Nada. – Foi exatamente isso que ele NÃO disse, não disse nada. Fechou os olhos e simplesmente tentou acreditar no que estava acontecendo, a sua vontade era fugir daquele lugar para lugar qualquer onde não houvessem platéias ou personagens... os personagens que eles costumavam representar quando se viam, representar para o público exigente e crítico, observador e... a razão de toda essa peça que havia sido suas vidas. Que ainda era, eles ainda estavam ali.
Ela o solta, enxuga o rosto, ele ainda não acredita no que está a acontecer. Ele quer voltar no tempo, mudar, fazer no passado o que deveria ter acontecido mas os filhos dela não eram seus. Ele quer gritar, gritar para todos, pouco importa agora se vão tapar os ouvidos ou questionar, gritar o que sempre quis dizer para ela. Ele pede a quem quer que seja, um tempo, diz (não diz... novamente só pensa) que daria tudo para voltar àquela época. Sua vida poderia ser a mesma e lhe valería à pena se tivesse em suas mãos apenas o poder de mudar um momento que seja.Ele teve o poder... e jogou fora, deixou cair de suas mãos a possibilidade de viver... é que em um momento da sua vida, ha um bom tempo, ele parou e percebeu que ela estava ali e logo depois percebeu que ao mesmo tempo em que estava ali ela também não estava. E que ao seu lado era a pessoa mais distante. E que se existia no mundo alguém que amasse, era ele.
Ela o toca no rosto, balbucía, respira e...
- Preciso lhe dizer uma coisa. Algo que quero dizer a muito tempo.
Ele a interrompe
- Não diga nada. Você não sabe o quanto eu esperei para te dizer isso!
Ele respira com a coragem de quem passou a vida buscando cometer um suicídio e está prester a se jogar de um penhasco, ele se joga:
- EU TE...
- MOÇOOOOO! O caixa abriu, eu estou a horas nesta fila pra o senhor ficar de conversinha? Não sou desocupada meu filho tenho muito o que fazer! ...MOÇOO! O senhor vai continuar aí parado? Está me achando com cara de quê?
Precionado ele pega as sacolas, corre em direção ao caixa enquanto intermedía o olhar entre o chão que pisa, à sua frente, e a mulher que ama. Por pouco não derruba tudo e todos, está tremulo demais para ter controle de si mesmo.
            Ela corre para o próximo caixa.Ela sai antes que ele. Ele faz de tudo para alcançá-la.Ele consegue. Ele pega no ombro dela. Ela vira, olha para trás. Ela espera ouvir o que sempre quis ouvir, e ele...
                - Julia! Eu...
                - Amor, já fez as compras e nem me esperou? Você é mesmo a esposa mais teimosa e linda que eu já vi. Quem é? Seu amigo? Tudo bem? Prazer Rodrigo.
            Diz o marido dela, sorridente.Rodrigo aperta a mão dele, mas nem ele nem ela sorriem.
                - É amor, é apenas um velho amigo... da faculdade...
            Eles se olham pela última vez. Ela sai com o homem de sua vida, seu marido. Segue olhando para trás. O homem que ama segue na direção contrária, ainda olha para ela até que sua visão seja encoberta pelos carrinhos, as crianças, as sacolas, o cotidiano. Ele não a vê mais. O homem da vida dela era Rodrigo, ela parou um instante para pensar no que sería sua vida. Somente pensou.
            Neste momento, ela não vai largar o marido e correr para trás. Ele não vai ligar para ela. Ela não vai encontrar o apartamento dele. Ele não vai ao trabalho dela. Eles não se encontrarão novamente em um super mercado e nem em qualquer outro lugar... A vida é esta mesmo, esta foi a vida que ele fez. Sim, a história acabou.Ele não se jogou do penhasco. 


 Gabriela Albano Lins

sábado, 30 de outubro de 2010

Sobre o meu cordel: "Lobo procurando história"

    Meu cordel juntamente com os 10 vencedores do Prêmio Cosern Literatura de Cordel 2007 sendo distribuído nas bibliotecas do Rio Grande do Norte:

http://noticiaseducacionais.blogspot.com/2008/01/coletnea-celebra-o-cordel-nordestino.html

Gabriela Albano Lins

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Uma caneta de muita tinta (2008)


     Eu sou uma caneta, risca, risca, traçando aquilo que acredita estar certo, mas quando traço errado, já não dá para apagar. Necessito dos outros para estar sempre na ativa, não consigo viver só. Quando estou quieta, alguém me faz mexer, mas, quando me mexo demais, alguém pega a minha tampa e me faz parar, porque as coisas tem seu tempo e, ás vezes, eu preciso de alguém que me diga a hora certa das coisas. Estou sempre a serviço dos outros. As pessoas vivem a gastar minha tinta mas eu não reclamo, é para isso que sirvo e gosto quando alguém confia em mim e me acha a caneta certa. E se alguém não me dá muita atenção eu rolo e caio da mesa e então, o escrivão cuida de mim e me bota para dormir... segura dentro do estojo, me troca por outra. Tá, tá, eu desculpo, mas é que eu falho de vez em quando.

Gabriela Albano Lins

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Reflexão mais que últil

   Mesmo quando o tempo é pouco, o trabalho é muito e a vida é consumida pelos afazeres da necessidade da recompensa e do sustento do futuro, é preciso dedicar um pedaço que seja do seu tempo para a arte. É preciso sentir a delícia de ser um artista, pois aquele que em arte inexiste,  jamais existirá para a arte chamada vida.

Gabriela Albano Lins

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Direto.do.twitter

@gabrielaalbano

  •  Direto.do.twitter:

   É tão chato saber que as pessoas pagam altos valores pra ver um artista de fora e não dão cinco reais para um artista da terra.

Por que não falar dos gatos?

    Embora muitas pessoas digam que o gato é egoista, gosta da casa e não do dono, que só pensa em comer e dormir e outras coisas mais, continuo acreditando e me surpreendendo com estes animais. Desde pequena testemunho a convivência de gatos. 

   Certo dia um dos meus gatos chegou para mim miando e passando pelas minhas pernas, perguntei o que ele queria (sim eu falei com ele). Dei comida, ele olhou pra mim e continuou miando. Dei água, continuou. Levei para a caixinha de areia... e miando. Coloquei-o na cama para ver se por fim o que ele queria era dormir, ele desceu e continuou miando! Então passou pela minha cabeça uma possibilidade, sentei na cama, ele subiu, e a partir daí, comecei a acariciá-lo lentamente, ajeitar as patinhas, conversar com ele, e adivinha... Parou.

Para quem não acredita em gatos, olha:  http://migre.me/1wljp



Gabriela Albano Lins

É isso.

    Até mesmo hoje quando o tempo vale ouro é preciso parar para fazer o que realmente não terá nenhuma função além da função de satisfazer a vontade de fazer.

   Esse é o meu "Seja bem vindo"... Eu poderia escrever uma apresentação do que será escrito aqui, mas realmente não faço a mínima idéia do que será postado, cada postagem é uma surpresa para você e para mim, mas posso simplesmente dizer que escolhi esse plano de fundo para iludir, me iludir... quero ter a sensação de poder parar a minha vida corrida e escrever... escrever é um privilégio que talvez eu não tenha, ou talvez não tivesse... terei agora.

"P.S: Eu (te) amo" reticências...


Gabriela Albano Lins